A emissão de notas fiscais de serviços no Brasil passou por uma das mudanças mais significativas das últimas décadas.
A partir de 2026, entra em vigor o novo Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e Nacional), desenvolvido pela Receita Federal em parceria com os municípios brasileiros.
A proposta do novo modelo é unificar, simplificar e digitalizar o processo de emissão das notas, padronizando o formato em todo o território nacional. Para os prestadores de serviços, isso representa uma verdadeira virada de chave, e exige atenção redobrada para não correr riscos fiscais.
Neste artigo da Logos Contabilidade Digital, vamos explicar o que mudou, quem está obrigado a se adaptar, o que permanece igual, quais cuidados são necessários e como usar o novo emissor nacional. Continue a leitura e fique por dentro de tudo.
Por que a emissão de NFS-e mudou?
Antes da criação do emissor nacional, o Brasil possuía mais de 5 mil sistemas diferentes de emissão de notas fiscais de serviços, já que cada prefeitura desenvolvia sua própria plataforma, com regras e layouts próprios.
Essa diversidade gerava diversos problemas, como:
- Dificuldade de adaptação para empresas que atuam em vários municípios;
- Erros recorrentes na apuração do ISS;
- Risco de autuações por inconsistências de dados;
- Dificuldade de integração com sistemas contábeis;
- Baixa eficiência na fiscalização por parte dos órgãos públicos.
Com a crescente digitalização do Fisco e a necessidade de integração de dados, surgiu o Ambiente de Dados Nacional (ADN), que é a base para o novo Emissor Nacional da NFS-e, agora obrigatório para boa parte dos prestadores de serviços.
O que é o Emissor Nacional da NFS-e?
O Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica é um sistema gratuito e unificado, acessível pelo site oficial:
👉 https://www.nfse.gov.br/EmissorNacional
Ele foi criado para substituir os emissores municipais, centralizando a emissão de notas de serviços em um ambiente único. Seu principal objetivo é:
- Padronizar o modelo da nota fiscal;
- Automatizar validações;
- Reduzir erros;
- Melhorar o controle fiscal;
- Facilitar a rotina das empresas e dos contadores.
O novo modelo já está em operação e será obrigatório a partir de 2026, inclusive para MEIs e empresas do Simples Nacional.
Quais são as principais mudanças?
A seguir, listamos as mudanças mais relevantes com a adoção do emissor nacional:
1. Centralização da emissão
Antes: cada município tinha um sistema e regras próprias.
Agora: todos os prestadores devem utilizar o mesmo sistema padronizado nacionalmente (caso não utilizem software integrado homologado).
Essa unificação facilita muito a vida de quem presta serviços em diferentes cidades.
2. Novo layout padronizado
O modelo da nota agora é único, com campos padronizados para todas as atividades e municípios. Isso traz mais facilidade de integração com ERPs e sistemas contábeis.
3. Validações automáticas
O sistema impede a emissão de notas com erros, como:
- CPF ou CNPJ inválido;
- Código de serviço incompatível;
- CNAE não autorizado para emissão;
- Dados faltantes obrigatórios.
Essa funcionalidade reduz o risco de autuações por falhas de preenchimento.
4. Obrigatoriedade para todos os prestadores
A partir de janeiro de 2026, o uso do emissor nacional será obrigatório para todos os prestadores de serviços, incluindo:
- Microempreendedores Individuais (MEIs);
- Empresas do Simples Nacional;
- Empresas no Lucro Presumido e Lucro Real;
- Profissionais autônomos com CNPJ.
Empresas que utilizam ERPs com integração direta ao Ambiente de Dados Nacional poderão continuar emitindo por esses sistemas, desde que homologados.
O que permanece igual?
Apesar da mudança no sistema, alguns pontos permanecem os mesmos:
- A obrigatoriedade de emissão da NFS-e continua válida para todas as prestações de serviço;
- O ISS (Imposto Sobre Serviços) continua sendo um tributo municipal;
- A competência tributária também segue com o município onde o serviço foi prestado;
- As informações exigidas seguem basicamente as mesmas: dados do prestador, tomador, descrição do serviço, valor e local de execução.
Quais informações são exigidas na nova NFS-e?
Para emitir a NFS-e no novo emissor nacional, o prestador de serviços deve preencher:
- Dados do prestador: CNPJ, razão social, endereço, CNAE e município;
- Dados do tomador: CPF ou CNPJ, nome completo, endereço;
- Serviço prestado: descrição objetiva e detalhada;
- Valor total da nota;
- Município de incidência do ISS;
- Informações complementares, como retenções, tipo de tributação e código de serviço.
Como emitir uma nota no novo emissor nacional?
Confira o passo a passo para emitir sua NFS-e pelo sistema da Receita Federal:
- Acesse o site: https://www.nfse.gov.br/EmissorNacional
- Faça login com certificado digital ou conta gov.br;
- Clique em “Nova NFS-e”;
- Preencha os dados do tomador;
- Insira as informações do serviço prestado;
- Informe o valor e o município de incidência do ISS;
- Revise os dados com atenção;
- Clique em Emitir;
- Baixe o PDF da nota ou envie diretamente ao cliente.
Cuidados essenciais com o novo sistema
Para garantir conformidade e evitar erros que possam gerar multas, é fundamental observar os seguintes cuidados:
- Mantenha os dados da empresa sempre atualizados;
- Use o CNAE correto e compatível com o serviço prestado;
- Verifique a exigência de retenções na fonte, especialmente em serviços para outras empresas;
- Baixe e arquive todas as NFS-e emitidas;
- Fique atento ao prazo para cancelamento, que pode variar.
Como a Logos Contabilidade Digital pode ajudar?
A Logos Contabilidade Digital está totalmente atualizada com o novo sistema de emissão da NFS-e Nacional. Oferecemos:
- Consultoria e implantação do novo emissor;
- Suporte completo para emissão correta das notas;
- Integração com sistemas contábeis compatíveis com o novo modelo;
- Revisão de cadastros e CNAEs;
- Treinamento personalizado para equipes internas.
Além disso, estamos acompanhando de perto as mudanças trazidas pela Reforma Tributária e como elas impactarão a emissão e escrituração das NFS-e nos próximos anos.
Conclusão
A emissão das notas fiscais de serviços passou por uma verdadeira transformação. O novo emissor nacional representa um passo importante rumo à padronização fiscal, à redução de erros e ao aumento da eficiência para empresas e profissionais autônomos.
Se você ainda não se preparou para essa mudança, o momento é agora. Com o apoio da Logos Contabilidade Digital, sua empresa pode migrar com segurança, evitar riscos e aproveitar todos os benefícios da nova era da NFS-e.
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